CCXP 2018 | Evento tem terceiro dia épico com grandes astros de Hollywood

O público foi à loucura no terceiro dia da CCXP 2018. O maior festival de cultura pop do planeta, que acontece até amanhã (domingo, 9), no São Paulo Expo, recebeu grandes estrelas do cinema em painéis que lotaram o Auditório Thunder Cinemark XD. Além dos aguardados astros que já faziam parte da programação, cinco aparições surpresas fizeram o público delirar quando subiram ao palco.

Tom Holland, Jake Gyllenhaal e Jacob Batalon, transformaram o painel da Sony Entertainment em um dos momentos mais épico da CCXP18! Os atores apareceram para falar de “Homem-Aranha: Longe de Casa” e Tom garantiu: “o próximo filme é muito melhor do que o primeiro e vocês não vão acreditar no que está por vir”. Outro nome convidado foi Adam Robitel, de “Escape Room” que defende que, no filme, “cada personagem é um mistério e o motivo pelo qual eles estão reunidos também”.  Os fãs assistiram ao trailer e o artista ainda afirmou que eles podem esperar surpresas como desafios, sustos, personagens femininas incríveis e fortes e cenários super caprichados.

Crédito: CCXP/ I Hate Flash

No mesmo painel, Tessa Thompson, de “MIB Homens de Preto”, também foi uma das atrações surpresas. A atriz arrancou risadas do público ao contar sua preparação para o filme: “fiz meditação, revi os filmes e rezei para o espírito de Will Smith e Tommy Lee Jones!”, brincou. Os brasileiros foram os primeiros do mundo a assistir ao trailer do longa. No encontro, ainda foi apresentado o filme “Brightburn”, que, produzido por James Gunn, inaugura um novo gênero: o terror de super-heróis.

Crédito: CCXP/ I Hate Flash

Se a Sony fez surpresa, a Disney já tinha criado expectativa com atrações muito aguardadas pelo público. Sebastian Stan, o Soldado Invernal, contou sobre como é pertencer ao MCU. Ele, que sempre via os super-heróis como parte de sua família, comentou que “participar do time foi uma realização”. Ele ainda lembrou de Stan Lee, com um vídeo tributo, e emocionado deu o recado para os fãs: “ele amava todos esses personagens e estava muito contente com todos os filmes”.

Crédito: CCXP/ I Hate Flash

Brie Larson, Capitã Marvel e a primeira mulher a ser a protagonista de um filme da Marvel, foi recebida de pé pelo público do Auditório Thunder. Segundo ela, voltar com o filme à década de 90, período de sua infância, foi bastante nostálgico e os fãs podem esperar bastante evolução da personagem: “veremos desenvolvimentos não só físicos, mas emocionais na Capitã Marvel”. A atriz também falou sobre os poderes da personagem, sobre a rivalidade entre krees e skrulls e foi exibido um trailer inédito. Para Brie, o papel foi gratificante: “não tinha a força que tenho agora. Antes me via como tímida e agora consigo levantar um carro ladeira acima”. E quando perguntada sobre qual mensagem gostaria de deixar para as garotas que se inspiram na Capitã Marvel: “eu fiz para vocês!”.

Crédito: CCXP/ I Hate Flash

A Netflix realizou um painel sobre “Mogli – Entre Dois Mundos”, lançado ontem, dia 07/12. O filme, que já está disponível pela plataforma para 190 países, é a primeira experiência de Andy Serkis como diretor: “Esse roteiro ia direto ao coração do livro, que é uma história escrita há mais de 100 anos, é uma jornada muito emocional”. Além disso, Andy faz o personagem Baloo na produção, que acredita ser muito atual: “Vivemos em um mundo em que milhões de refugiados andam sem destino à procura de um lar. Sinto que algumas histórias vêm à tona retomadas pela literatura”, conta.

Crédito: CCXP/ I Hate Flash

A streaming também trouxe outra surpresa para os fãs de graphic novel: a apresentação de The Umbrella Academy, uma série original da Netflix, baseada na graphic novel de Gerard Way e que conta a história de irmãos que, com super-poderes, são adotados e treinados para combater o mal. Parte do elenco, formado pela atriz Ellen Page, mais uma surpresa da CCXP que foi ovacionada pelos fãs, Tom Hopper, Emmy Raver-Lampman e David Castaneda, fecharam o último painel da noite. Além do trailer da série, que vai ao ar em fevereiro de 2019, o público ganhou rosquinhas cor-de-rosa com confeitos coloridos em homenagem a um dos objetos marcantes da direção de arte da produção. O painel terminou com chuva de papéis picados e uma apresentação de violino em homenagem à personagem de Ellen Page, reconhecida como alguém “super comum”.

Crédito: CCXP/ I Hate Flash

Auditório ULTRA

Quando os pequenos atores, Giulia Benitte, Kevin Vechiatto, Laura Rauseo, Gabriel Moreira, entraram no palco, acompanhados do diretor Daniel Rezende e, dos icônicos, Mauricio de Sousa e sua filha Mônica, os visitantes da CCXP aplaudiram de pé. Além de apresentarem o trailer e making of exclusivos, os profissionais dividiram com todos como foi interpretar a turma de amigos mais conhecida do Brasil. E, o que não faltou nos comentários de todos, foi o quão emocionante todo o projeto se mostrou para os envolvidos e como se tornaram unidos, “como uma família”, compartilhou Rezende.

Crédito: CCXP/ I Hate Flash

Em mais um painel que faz parte das homenagens aos 80 anos do Superman, Tom Grummett comentou sobre os bastidores do clássico “A morte e o retorno de Superman”. O artista contou sobre as decisões feitas em um comitê para “matar” o super-herói e, depois então, ressuscitá-lo: “Assim que anunciamos que iríamos matar o Superman, os fãs do personagem já sabiam que iríamos trazê-lo de volta”. Questionado como foi ser convidado para fazer parte das obras do Homem de Aço, Grummett disse, em tom de brincadeira, como nunca foi convidado, apenas entrou de intruso: “Eu disse para o meu editor que queria fazer só uma história e ele falou que ia guardar aquela informação”.

Crédito: CCXP/ I Hate Flash

Auditório Prime

Em uma sala lotada de fãs de todas as idades, o quadrinista John Romita Jr. dividiu seus truques para desenvolver as mais fantásticas narrativas de icônicos super-heróis. A concorrida masterclass abriu o terceiro dia do ciclo de palestras do Auditório Prime.  Durante mais de 60 minutos, ele mostrou sua técnica singular de desenho e criou, ao vivo, uma narrativa sobre o Superman, o grande homenageado da CCXP 2018. Logo em seguida, veio Joe Rubstein, um dos maiores nomes mundiais da arte final em quadrinhos. Em sua masterclass, o público aprendeu como se dá o acabamento para as principais séries de super-heróis, um processo artístico que envolve criatividade, observação e muita sensibilidade.

Crédito: CCXP/ I Hate Flash

Pedido de casamento no Universo Cosplay

O que era para ser uma declaração de amor por parte da psicóloga Doani Pinheiro, virou um pedido de casamento de Jorge Gabriel – cosplay do Thor. Acontece que os dois tiveram a mesma ideia de surpreender o parceiro. Logo após uma apresentação do Thor e Luke, Doani chegou com o microfone para demonstrar o que sente pelo namorado. Mas o jogo virou e Gabriel surgiu com um bufê de flores para pedir a namorada em casamento. “Eu quis juntar duas coisas que eu amo: ela e a CCXP”, declara o cosplay de Thor.

Crédito: CCXP/ I Hate Flash

Arena Games

Os fãs de e-sports lotaram a Game Arena para acompanhar a grande final do Desafio CCXP de League Of Legends 2018, entre Flamengo e Team One. Em uma disputa emocionante, a equipe do Flamengo se consagrou como a grande campeã do desafio pelo placar de 3×2. Em maioria, os flamenguistas comemoraram a conquista que, até então, era inédita para os cariocas. O professor de matemática, Geovane Biscaim, que veio do interior paulista e acompanhou a final desde o início, disse: “É um momento único para mim. Eu sempre assisto aos jogos pela internet, é a primeira vez que vejo uma competição de perto e estar aqui é uma emoção que não há igual” celebra.

Crédito: CCXP/ I Hate Flash

Para fechar a noite, a Arena recebeu a final do Just Dance Brasil, com competidores de todo o país. Os participantes dançaram sucessos como “Havana” e “New Rules”. A final, entre os cariocas Guilherme Jackson e Tarcísio dos Santos foi disputada numa melhor de três. Tarcísio venceu e levou para casa o troféu de campeão do Just Dance Brasil e a vaga para o campeonato mundial do jogo, que acontece no Brasil, em 2019.

Creators Stage

O mais novo espaço do Festival mostrou mais uma vez que a CCXP tem conteúdo para todos os gostos. A banda brasileira de indie rock, Supercombo, se apresentou para uma plateia com fãs ansiosos e de todas as idades. As mineiras Luana Paes e Laura Azevedo, de 14 anos, mostraram animação ao ver o grupo pela primeira vez. “Eu adoro eles, estou muito ansiosa pelo show”, diz Laura.

Nathalia Arcuri, do canal Me Poupe, apresentou o talk show “Knight Nath Money Show” e levou ao palco personagens importantes de sua infância: Maurício de Sousa e Luciano Amaral – o Lucas Silva e Silva de “No mundo da lua” e Pedro de “Castelo Ratimbum”. A influenciadora simulou as finanças de personagens da Turma da Mônica e Mauricio de Sousa contou como começou a ganhar dinheiro com um trabalho que sempre amou. “Eu não considero trabalho. Isso é uma diversão, um passatempo, o que eu sempre gostei de fazer”, conta.

A nova série da Globoplay foi outro tema do espaço. Tatá Werneck, Fernando Caruso, Eduardo Sterblitch, Fernanda Young e Patrícia Pedrosa dividiram o palco para falar sobre “Shippados”, que estreia no primeiro semestre de 2019. Os apresentadores mostraram como seus gostos pela cultura pop influenciaram suas carreiras. Tatá Werneck falou sobre como mulheres comediantes são discriminadas e tratadas como loucas quando querem fazer as mesmas coisas que os homens. “Homens são engraçados, mulheres são loucas”, ironiza.  

Crédito: CCXP/ I Hate Flash

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