CRÍTICA | ANIMAIS FANTÁSTICOS: OS CRIMES DE GRINDELWALD

O universo criado por J.K Rowling se expande mais uma vez, mostrando que a verdadeira magia está em seu incrível universo e não apenas em alguns personagens.

Em “Os crimes de Grindelwald” acompanhamos mais uma vez as aventuras de Newt Scamander, que após ser recrutado por Alvo Dumbledore tenta impedir os terríveis planos do recém fugitivo Gellert Grindelwald. O principal objetivo da missão é encontrar e impedir que o jovem Credence Barebone sucumba para o lado negro da força. O Magizoologista não está sozinho, Tina e Jacob vão ajudá-lo nessa missão.

Gellert Grindelwald possui argumentos interessantes para dividir o mundo bruxo, mas por ser tratar de um bruxo com uma reputação tão maléfica no universo HP, ainda falta mostrar seu verdadeiro valor – talvez o pior do vilão seja abordado nos próximos três filmes, fazendo dele um personagem tão memorável quanto o “você sabe quem”.

Aproveitando o assunto para falar da atuação de Johnny Depp, independente da vida pessoal do ator. Vou falar de uma forma pessoal, Depp nunca me impressionou em suas atuações, pra mim são todas versões de Jack Sparrow em ambientes diferentes e antes de Piratas do Caribe era só mais um ator mediano de Hollywood – como disse, isso é uma nota pessoal. Como Grindelwald, Depp me surpreendeu, apresentou uma boa atuação dentro do que foi proposto, não se prendendo a atuações passadas.

O elenco de “Animais Fantástico: Os crimes de Grindelwald” é um grande diferencial para a qualidade do filme. Eddie Redmayne, Katherine Waterston, Alison Sudol e Dan Fogler que fazem parte do núcleo principal da trama, possuem um carisma fora do normal. Dan Fogler funciona mais uma vez como o alívio cômico, já que Jacob é o único Trouxa em meio aos bruxos. O humor do personagem é tão gostoso de acompanhar e fica ainda melhor com a presença da Queenie, só perdem o título de melhor humor fofo para o Pelúcio, que agora tem filhotes.

Alvo Dumbledore está em excelente mãos com Jude Law, o ator mostra porque é um dos melhores de Hollywood, o misto de carisma, mistério e tensão honra o personagem apresentado por Richard Harris e Michael Gambon na franquia “Harry Potter sem os bichos”. Vale ressaltar que a sexualidade do personagem é abordada de forma interessante e leve.

Nagini é uma personagem muito interessante, Claudia Kim é perfeita para o papel e possivelmente terá mais destaque nos próximos filmes, até porque queremos saber como ela foi virar o “bichinho de estimação” daquele que não deve ser nomeado. Ezra Miller continua mais do mesmo, nada de excepcional. Zoë Kravitz também merece destaque, Leta Lestrange é um papel importante na trama e a atriz se destaca por apresentar um ótimo trabalho.

O filme possui um fanservice grandioso, com vários elementos familiares para os fãs da franquia nos cinemas e, principalmente para os PotterHeads consumidores assíduos dos livros. Talvez isso se torne o principal problema do longa, já que ele acaba se tornando complexo para os mais leigos. Realmente, não explorar diversas coisas apresentadas no decorrer da trama, é o principal problema de “Os Crimes de Grindelwald”, isso acaba o fazendo um filme raso, onde é possível perceber que dentro das suas 2h14, nenhum personagem possui um destaque diferenciado, apresentando muita informação e pouco resultado. Em partes técnicas, CG, figurino, trilha sonora, 3D, além de ótimas atuações, o filme é um espetáculo grandioso que merece aplausos.

A grande questão é: Animais Fantásticos é Harry Potter sem Harry Potter ou Harry Potter é Animais Fantásticos sem Animais Fantásticos? Brincadeiras a parte, Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald é uma obra, que se possível, digna de assistir em IMAX, deixando um agradável gostinho de quero mais.

4.2

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