CRÍTICA | BUMBLEBEE

Começar o texto falando que Bumblebee é o melhor filme da franquia é injusto. Porque Transformers é o tipo de filme que todo mundo diz odiar, mas quase todos já assistiram, pelo menos, uns dois filmes da saga. Mas esse “caça as bruxas” com os robôs de Cybertron é compreensível, já que os filmes dirigidos por Michael Bay eram uma verdadeira poluição visual, que acabava tornando a experiência cansativa e, um tanto, desinteressante.

Parece que Travis Knight, o diretor do spin-off da franquia, aprendeu com os erros de Bay e, nos presenteou com o melhor de Transformers.

Divulgação: Paramount Pictures.

No filme, vemos Bumblebee refugiado na Terra, após fugir de uma Cybertron dominada pela Decepticons. Não tendo uma boa recepção em nosso planeta, e travando uma batalha mortal contra um Decepticon invasor, Bee se esconde em um ferro-velho numa pequena cidade praiana da Califórnia, machucado e sem condições de uso, é encontrado e consertado pela jovem Charlie (Hailee Steinfeld), que ganha o Fusca do dono da oficina em seu aniversário de 18 anos. Rapidamente, Charlie percebe que seu presente é bem mais do que um simples automóvel. Agora, Bumblebee e sua nova aliada terão que impedir os Decepticons de invadir nosso planeta.

Antes de qualquer coisa, temos que ressaltar: Bumblebee é uma linda história de amizade. O Camaro amarelo, que nesse filme é um fusquinha, sempre roubou a cena em qualquer história dos Transformers, pelo seu jeito doce e único de ser. Agora temos um filme protagonizado por ele, isso fez com que o filme ficasse leve, divertido e fofo.

Divulgação: Paramount Pictures.

Dificilmente você conseguia distinguir quem era quem em um combate corpo a corpo nos filmes dirigidos por Michael Bay, algo que conseguimos ver de forma mais limpa no filme de Travis Knight – por mais que o filme, basicamente, tenha Shatter e Dropkick representando os Decepticons e Bumbeblee representando os Autobots. Mas, temos cenas de guerra envolvendo Optimus Prime e outros Autobots contra diversos Decepticons em Cybertron, são nessas cenas que se destacam a qualidade de Knight.

Filmes da saga Transformers sempre se destacaram pela excelente trilha sonora – mesmo quando o roteiro não ajudava. Em Bumblebee não é diferente, ainda mais porque o filme se passa na década de 80. Além de a música tema ser cantada pela protagonista Hailee Steinfeld.

Divulgação: Paramount Pictures.

Falando na protagonista… Hailee Steinfeld ainda deixa um pouco a desejar em sua atuação, mas seu carisma funciona para o desenvolvimento da relação com Bee, deixando o tom do filme com uma certa leveza e uma pitada de fofura.

John Cena, infelizmente, é mal aproveitado no filme – deviam ter dado mais destaque para o novo “The Rock” de Hollywood. Jorge Lendeborg Jr. é outro ator que você percebe que está ali apenas para encher o elenco, seu personagem devia servir como o alivio cômico da trama, mas não funciona muito bem, tornando-o um completamente descartável.

Divulgação: Paramount Pictures.

Para finalizar… Bumblebee é um presente nostálgico para os fãs dos carros-robôs mais queridos do mundo, possui uma história leve e divertida com efeitos especiais que são dignas para os habitantes de Cybertron. Travis Knight apresenta uma nova versão de Transformers, enquanto respeita tudo o que foi criado, não só por Michael Bay, mas tudo o que foi criado nesse universo desde a década de 80, acompanhada de uma excelente trilha sonora.

3.8

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