CRÍTICA | CAFARNAUM

Indicado ao Oscar de Melhor Filme em Lingua Estrangeira, “Cafarnaum” atende todos os requisitos pra ser, possivelmente, o maior concorrente do favorito “Roma”.

O filme mostra a história de Zain em duas etapas: A primeira, onde ele cuida dos irmãos num cortiço enquanto lida com a ausência dos pais, e a segunda, onde ele passa a viver com refugiados depois de fugir de casa.

A narrativa é um balde de água fria na cara do espectador a respeito de diversos problemas que vemos em sociedade: Pais negligenciando filhos, crianças sem frequentar escola e trabalhando para auxiliar na renda da família, refugiados se sujeitando a extremos para sobreviver, a recorrência ao tráfico de drogas como trabalho, tráfico de pessoas, meninas sendo obrigadas a se casar com homens mais velhos, entre diversos outros que se espalham durante as duas horas de filme que conseguem cativar a atenção a cada segundo.

O significado da palavra “Cafarnaum” é “lugar em que há tumulto ou desordem”, uma definição perfeita pra um filme que mexe muito com o emocional e que resulta em uma necessidade de reflexão.

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