CRÍTICA | CAPITÃ MARVEL

Em todos esses anos de universo cinematográfico da Marvel, nunca pensei que choraria em algum momento – até então estava me preparando para a possível morte do Capitão América em Vingadores: Ultimato.

Mas então chega Capitã Marvel com uma abertura magnífica, homenageando Stan Lee – não pude conter a lágrimas e agradecer ao mestre Stan naquele exato momento, dentro da sala do cinema, por tudo que ele fez em nossas vidas. Desde este momento, eu percebi que teríamos um filme grandioso.

Na trama, temos Carol Danvers (Brie Larson), uma ex-piloto da Força Aérea norte-americana, que, sem se lembrar de sua vida na Terra, é recrutada pelos Kree para fazer parte de seu exército de elite. Inimiga declarada dos Skrull, ela acaba voltando ao seu planeta de origem para impedir uma invasão dos metaformos, e assim vai acabar descobrindo a verdade sobre si, com a ajuda do agente Nick Fury (Samuel L. Jackson) e da gata Goose.

Temos um dos poucos filmes de origem que realmente funciona dentro de um universo de super-heróis no cinema. Mas a responsabilidade da nossa heroína é muito maior, pois ela não está se apresentando em um universo cinematográfico bagunçado que ‘reboota’ as coisas só por que o presidente do estúdio acordou com dor de dentes. Não! Ela chega para se mostrar a salvação de um universo estável que teve mais de dez anos de planejamento e possui heróis incríveis e queridos pelo público que tiveram no mínimo dois filmes para mostrar o seu valor.

Certamente se apresentar em apenas um filme e na sua participação seguinte ter que enfrentar um Titã Louco que dizimou metade desse universo parece um desafio e tanto, não é? Não! Em 124 min. a Capitã mostra ser capaz de enfrentar qualquer ameaça do universo sem precisar da ajuda de qualquer joia do infinito.

Se Robert Downey Jr. nasceu para viver Tony Stark, certamente Brie Larson nasceu para Carol Danvers, o carisma da atriz dá um tom leve ao filme ao mesmo tempo em que mostra um tom de grandeza da sua personagem, digno da personagem que conhecemos nos quadrinhos. A relação da heroína com Nick Fury é um espetáculo à parte, a química dos dois deixa muito casalzinho forçado de romances clichês no chinelo. E olha que nem estamos falando que exista um interesse amoroso entre os personagens. Vamos adicionar uma terceira figura a essa relação, a gatinha Goose acaba se tornando um atrativo a mais no filme – curiosamente Brie Larson é alérgica a gatos, então Samuel L. Jackson ganha mais tempo de tela com a mascote.

Easter-eggs e referências não faltam no filme, certamente o Capitão América teria uma overdose com o que vemos em tela. Descobrimos curiosidades que nos assombraram nesses dez anos de Marvel, como a explicação do Fury ser caolho, como surgiu a ‘Iniciativa Vingadores’ e muito mais.

Também descobrimos a origem do curioso pager usado por Nick Fury na cena pós-créditos de Vingadores: Guerra Infinita, tendo o aparelho a importância de conectar o filme da Capitã aos eventos que serão apresentado em o Ultimato.

Capitã Marvel deixa claro que não precisa mostrar o seu valor para ninguém! Temos um filme único, divertido, leve e empoderador. Se assistir direitinho não vai precisar correr para as redes sociais para fazer textão ou comparações com outros filmes, pois fará você refletir sobre o machismo de uma forma realmente consciente e sem lacração e, principalmente sobre o poder que você possui quando acredita em seu potencial.

4.8

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