CRÍTICA | CHORAR DE RIR

Leandro Hassum está de volta aos cinemas com o filme Chorar de Rir, em que interpreta um comediante que quer provar o seu talento para o drama. Essa temática é muito comum no mundo dos artistas, pois a comédia nem sempre é valorizada como um importante gênero cinematográfico. E Hassum, comandado pelo diretor Toniko Melo, escolheu abordar isso de forma diferente, adicionando magia e feitiços à história, mas falhou ao tentar surpreender o espectador.

A trama acompanha a vida de Nilo Perequê (Leandro Hassum), considerado o maior nome da comédia aqui no Brasil, que apresenta o programa de televisão “Chorar de Rir”. Depois de ganhar um importante prêmio, Nilo escuta a produtora do evento desdenhando de sua conquista e resolve mudar drasticamente sua carreira, querendo provar para ele e para todos que também é um excelente ator de drama. Mas tudo vai de mal a pior quando lançam um feitiço no comediante, que não consegue mais emocionar o público, apenas fazê-lo rir.

Assim, acompanhamos a aventura de Nilo em achar uma forma de quebrar essa maldição e poder voltar para o drama. Porém, o roteiro de José Roberto Torero não consegue apresentar nada muito empolgante e o filme, no geral, se agarra aos clichês do gênero. Além disso, o enredo não tem boas piadas e nem momentos engraçados, então Chorar de Rir é capaz de não tirar uma risada de quem for assistir. O único núcleo que pode divertir um pouco o espectador é o formado por Carol Portes e Caito Mainier, que comandam o programa de fofoca chamado Fama News no longa. Eles representam bem as mentiras que são inventadas por “jornalistas” para tentarem mais audiência às custas das pessoas famosas.

Rafael Portugal, que é hoje um dos nomes de maior sucesso na comédia brasileira, não teve um papel bem desenvolvido pelo roteiro. Tudo levava a crer que seu personagem, o comediante Jotapê Santana, que sempre teve inveja da fama de Nilo, ia ter muito protagonismo, mas infelizmente isso não acontece e ele acaba não acrescentando humor à narrativa.

E o resto do elenco também não apresenta nenhuma performance de destaque. Leandro Hassum não acerta dessa vez e seu personagem é muito caricato. Natália Lage e Otávio Müller – que interpretam a irmã e o empresário de Nilo – formam um casal interessante e conseguem divertir em alguns momentos, mas nada que chame muito atenção. Já Monique Alfradique não convence como Barbara, o grande amor do comediante principal. Ela parece muito forçada e em algumas partes do filme apresenta uma interpretação ruim.

Dessa forma, Chorar de Rir deixa a desejar em todos os aspectos do filme. A comédia é sempre muito previsível e a história chega a ser ruim. Na maioria das vezes, as cenas são muito bobas e o enredo tenta surpreender com o final, mas algo que não deu certo, porque o espectador consegue perceber qual será o rumo da história. Ou seja, o novo longa de Leandro Hassum não vale a ida ao cinema.

1.5

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