CRÍTICA | ELSEWORLDS

Nas últimas temporadas, as séries do Arrowverse tem tido uma perca de qualidade lamentável, dependendo apenas dos seus crossovers para apresentar algo realmente significativo para os fãs. Porém, nas atuais temporadas, Supergirl, Flash e, principalmente, Arrow parece ter descoberto uma fórmula de se reinventar.

Essa fórmula teve um impacto direto em Elseworlds, que foi o melhor crossover desse universo compartilhado das séries DC conhecido como Arrowverse.

(Divulgação: The CW/Warner Channel)

Em Elseworlds não faltaram referências e easter eggs para os fãs dos quadrinhos da DC Comics, principalmente no segundo episódio que aconteceu em Gotham e que tivemos a estreia de Ruby Rose como Kate Kane/Batwoman.

Que atire a primeira kriptonita, quem falar que o coração não acelerou quando começou a tocar “Save Me” enquanto mostrava Smallville – ou para quem assistia a série no SBT, como eu, Pequenópolis. A Nostalgia bateu forte!

(Divulgação: The CW/Warner Channel)

Falando em nostalgia, será que nosso querido Clark Kent versão Tom Welling vive na Terra-90? Porque o Arqueiro verde interpretado por Justin Hartley, um dos principais aliados do Superman em Smallville, aparentemente vive lá. Quem estava ligado no início do crossover, quando a câmera começa a mostrar os heróis caídos até focar definitivamente no Flash dos anos 90, que é novamente interpretado por John Wesley Shipp no episódio.

Sobre o primeiro episódio. Quem lembra que o Amazo era um navio na segunda temporada de Arrow? Local onde Anthony Ivo hospedava vários prisioneiros em quem ele queria testar o Mirakuru. Nesse arco apresentado na série, Oliver Queen conheceu Anatoly Knyazev e começou a rivalidade de Slade Wilson, que tomou o navio e ganhou poderes ao injetar o Mirakuru, posteriormente assumindo a identidade de Exterminador.

O interessante é que tudo permaneceu conectado no crossover: Ivo, Amazo e o Mirakuru. Possivelmente a Ivo Lab. será explorada futuramente em Arrow ou Flash. Um dos principais pontos dos episódios é respeitar momentos importantes ao longo das séries, como o treinamento de Barry e Oliver, que rola aquele “momento de vingança” apresentado por Barry.

Exatamente isso é um dos pontos fortes do episódio, a relação do Barry e Oliver enquanto descobrem seus novos poderes. Temos um Oliver preocupado com a situação e um Barry encantado em se tornar o “Batman Verde”.  A química entre Grant Gustin e Stephen Amell é boa e funciona muito bem para o desenvolvimento das cenas.

O primeiro episódio também reforçou algo que todos nós já sabemos… Independente da situação, do universo alternativo em que esteja acontecendo ou da alteração da linha temporal causada por irresponsabilidade do Barry: Iris West sempre será a coisa mais chata do evento!

 

Vamos falar sobre Gotham!

De longe, o segundo episódio foi o melhor entre os três apresentados em Elseworlds. O nome “Batman” tem um peso enorme dentro do universo DC. Mas este episódio em específico mostrou que o personagem não precisa necessariamente estar presente para que algo bom aconteça, porque o universo que o cerca, já é tão grandioso quanto o próprio personagem.

Tivemos a estreia de Ruby Rose como Kate Kane, a Batwoman. Basicamente uma apresentação da personagem para sua série solo que deve estrear em 2019. Ruby mostrou seu estilo “Girl Power Badass”, isso vai funcionar muito bem para a personagem que deve colocar ordem em Gotham nos próximos anos. A relação entre ela e Supergirl deve retratar a amizade de Batman e Superman. Quem sabe não teremos um “Batwoman Vs Supergirl” em 2020, já que em 2019 foi confirmado Crise nas infinitas terras.

(Divulgação: The CW/Warner Channel)

Referências e easter eggs não faltaram nesse episódio, principalmente dentro do Asilo Arkham: Máscara do Bane, Alucinógeno do Espantalho, presença do Charada, Pinguim, Hera Venenosa, Cara-de-Barro, Pirata Psíquico e Mr. Freeze. Além da menção ao Alfred – mesmo como senha do Wifi – e homenagem a Christopher Nolan e Tim Burton como nomes de rua. O segundo episódio foi uma surra de referências, isso é maravilhoso.

O terceiro episódio conclui o incrível crossover com maestria, o novo universo criado por John Dee, onde ele era o herói, além da maravilhosa referência ao Superman com o uniforme preto. Tivemos lutas incríveis, mais referências e easter eggs e um ganho para o próximo crossover, confirmando Crise nas Infinitas Terras.

Definitivamente Elseworlds é um presente, não só para os fãs da DC Comics, mas os fãs de quadrinhos e histórias de super-heróis em geral. Pelo que foi visto em Aquaman, e pelo nível das suas séries, possivelmente 2018 seja o início da ‘Era de Ouro’ da DC Comics fora dos quadrinhos.

4.5

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