CRÍTICA | O MUNDO SOMBRIO DE SABRINA: UM CONTO DE INVERNO

Uma das grandes surpresas deste ano foi, sem dúvidas, a estreia da série O Mundo Sombrio de Sabrina. Roberto Aguirre-Sacasa conseguiu encontrar o equilíbrio perfeito entre os dilemas e dramas adolescentes e o universo da bruxaria, além de tratar, ao mesmo tempo, de temas como empoderamento feminino, bullying, devoção cega à religião, necromantismo, entre muito mais.

Mas recentemente fomos surpreendidos com mais uma novidade: um episódio especial de Natal seria lançado ainda neste ano, intitulado Um Conto de Inverno.

O episódio serve, principalmente, para dar um gostinho a mais aos espectadores sobre o universo da jovem Sabrina Spellman e seus dilemas entre a vida de uma adolescente comum e uma jovem bruxa.

Um Conto de Inverno situa-se durante o período natalino na cidade de Greendale, porém, a família Spellman não comemora o Natal, mas sim o Yule, que seria o equivalente da tradição cristã para os seguidores da Igreja da Noite.

Segundo Hilda e Zelda, tias de Sabrina, a barreira que separa o mundo dos vivos do mundo dos mortos fica mais frágil durante o Yule, o que faz com que Sabrina tenha a ideia de tentar fazer contato com sua mãe, numa tentativa de ser aconselhada a respeito de sua relação com Harvey, que ainda se mantém distante e resistente a presença da magia na vida deles, embora ame Sabrina.

Fica claro que estes pontos indicam a direção que a série deve tomar na segunda temporada, com Sabrina tentando contactar a mãe e descobrir um pouco mais sobre ela, enquanto tenta conciliar sua vida bruxa com seu relacionamento com Harvey e suas amigas.

Paralelamente, Susie aparece trabalhando como ajudante do Papai Noel de um centro comercial. Entretanto, o “bom velhinho” se revela um demônio que sequestra crianças para transformá-las em estátuas de cera. Além disso, um incidente com a fogueira de Yule, várias entidades misteriosas passam a assombrar a casa da família Spellman.

Ambos os arcos mostram que Aguirre-Sacasa continua com o mesmo excelente timing para o lado mais sombrio da série, visto que tais momentos são responsáveis pelas cenas mais assustadoras do episódio, além de mostrarem que a maquiagem da série continua da mesma forma: forte e com uma pitada um tanto cartunesca.

O episódio é divertido e reconfortante, entretanto, como esperado de especiais de Natal, não serve exatamente para avançar a história para um ponto de partida da próxima temporada, mas sim para nos dar uma ideia mais ampla sobre o universo da série, bem como suas tradições, monstros e lendas, junto com momentos mais aterrorizantes e, novamente, um show de interpretação da jovem Kiernan Shipka.

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