CRÍTICA | O RETORNO DE MARY POPPINS

A Disney desde seu surgimento sempre teve ideias geniais, principalmente no mundo das animações. Algo que fez toda a diferença, mesclando a realidade com os desenhos é a nossa querida, Mary Poppins, um dos musicais de mais sucesso que surgiu em 1964.

Mary Poppins (Emily Blunt), a babá mágica que inspirou histórias como Nanny McPhee, retorna para a casa da família Banks em busca de ajuda-los novamente, mas dessa vez quem irá precisar dela são os adultos. Michael (Ben Whishaw) e Jane (Emily Mortimer) Banks cresceram e passam pelas dificuldades da vida adulta, principalmente Michael com seus três filhos em casa para cuidar sozinho, após sua esposa falecer de uma doença terrível. Com dividas e o banco querendo pegar sua casa, Poppins chega para ajudar a família e lembra-los de muitas coisas, principalmente união e escutar um ao outro.

Em sua continuação, infelizmente não temos mais Julie Andrews como a babá, mas Blunt consegue dominar muito bem o papel, trazendo ainda mais carisma e os ensinamentos que Poppins levou da família da primeira vez. Temos a babá um pouco menos dura e com mais sorrisos, deixando ela menos “assustadora” por assim dizer. E no mundo de Hollywood todos precisam saber cantar, e Blunt não fugiu dessa lista, dominando super bem tanto as musicas como as coreografias das cenas, principalmente as que contem as animações, provavelmente levando sua imaginação na hora de gravar para outro patamar.

Créditos: Disney

Muitas referencias do primeiro filme estão presentes nessa sequencia, seja em um pedaço de música ou personagem antigos retornando, que se alegram em ver a babá novamente – e que não envelhece nunca, mas não comentamos muito sobre isso, afinal não é educado falar sobre a idade de uma mulher. O humor britânico são o diferencial do longa, onde temos uma risada irônica seguida de um semblante sério, algo que todos os atores fazem super bem, principalmente Blunt. E não poderíamos esquecer da surpresa do filme, onde vemos o maravilhoso, Dick Van Dike como dono do banco e tio de William (Colin Firth), que gerencia o banco no lugar do tio e quer tomar a casa dos Banks.

Agora vamos aos problemas que o filme pode trazer. Comecemos com a atuação das crianças; infelizmente os atores mirins não conseguem te prender durante a sessão. Elas não trazem nenhum animo que seja, deixando tudo meio apagado onde deveria existir cor. A segunda coisa é a nossa Deusa, Meryl Streep totalmente de forma gratuita no filme, já que sua personagem não faz diferença nenhuma para trama, apenas diz uma frase motivacional que encaminho os personagens na solução do problema, ou coloca eles no caminho disso.

O Retorno de Mary Poppins não é um filme ruim, posso dizer que me diverti e me emocionei, não só pelas lembranças do passado com ele, mas pelo fato dele ensinar que mesmo quando somos adultos precisamos ser um pouco crianças para aproveitar o momento, se não a vida passa e a gente nem percebe. Muitos vão sentir nostalgia ou até achar que a continuação vão vinga, mas com toda certeza vale a pena pagar pelo ingresso.

3.5

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