CRÍTICA | SUPREMA

O mais novo filme estrelado por Felicity Jones (A Teoria de Tudo) mostra a jornada real de Ruth Bader Ginsburg, uma mulher forte e determinada que enfrentou o machismo dos anos 50 e 60 para tornar inconstitucionais centenas de leis americanas que permitiam a discriminação de gênero. Formada em Direito por Harvard e Columbia, duas importantes universidades dos Estados Unidos, Ruth, com a ajuda do marido Martin (Armie Hammer), também advogado, faz de tudo para vencer todas as barreiras que a sociedade patriarcal lhe impõe.

Desde o início do filme, é possível perceber que o foco da história será a luta da jurista em legitimar suas ambições. Dessa forma, sua difícil vida pessoal é contada de forma secundária, pois o roteiro prioriza mostrar seu confronto em consolidar uma vida profissional. Ou seja, o enredo de Daniel Stiepleman critica como o gênero da protagonista afetou sua carreira, que por muito tempo não conseguiu trabalhar em escritórios por ser mulher. Assim, a narrativa mostra sua frustração em só conseguir lecionar e formar futuros advogados.

Com isso, a diretora Mimi Leder escolhe imagens muito fortes para ilustrar Ruth em meio a tantos homens de sua profissão. Além disso, adiciona uma carga dramática interessante ao mostrar as reações da protagonista ao não conseguir tudo que almeja e sua felicidade ao conquistar pequenos desejos. Dessa forma, podemos observar o excelente trabalho de Felicity Jones, que apresenta uma brilhante performance. A todo momento sentimos decepção, mas também alegria em sua personagem.

Para completar o elenco principal, Armie Hammer e Cailee Spaeny – que interpretam Martin e Jane, o marido e a filha de Ruth, respectivamente – ajudam Felicity na difícil tarefa de mostrar essa incrível história. E o destaque maior vai para Cailee, pois sua performance de uma menina que desde cedo tem consciência da sociedade que vive é surpreendente. Assim, sempre tenta ajudar a mãe a derrubar essas leis que de alguma forma destratam as mulheres.

Podemos perceber, então, que o foco de Leder é mostrar que as mulheres lutam há muito tempo por seus direitos. A diretora quis expor que nada mais justo que todos e todas tenham as mesmas oportunidades na vida profissional e na sociedade em si. Dessa forma, ela usou a emocionante história de Ruth Bader Ginsbrug para ilustrar muito bem todo o passado de injustiças entre homens e mulheres.

4.5

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