CRÍTICA | THE WALKING DEAD – 9ª temporada

Sabe quando você não desiste do relacionamento, e você e seu, ou sua parceirx encontram um novo gás para a relação, inovam e tentam buscar novas experiências juntos, sem deixar de lado aquelas coisas que funcionavam no inicio? É exatamente o que a 9ª temporada de The Walking Dead faz.

The Walking Dead havia chegado ao nível de um relacionamento ruim! Aquele tipo de relacionamento onde todas as pessoas ao redor entende que continuar com aquilo não levaria a nada, mas no fundo você também acredita que aquele momento “extremo” de felicidade de quando começaram o namoro pode voltar, mas não volta, no máximo vocês consegue alguns breves momentos de prazer, nada além disso

Após o seu hiatus, The Walking Dead se reinventou e redescobriu a forma de dar prazer aos ‘Walker’ novamente. Mas até aprender novamente o caminho certo para proporcionar o orgasmo aos seus fãs, a série perdeu diversos “Walkers” sedentos por prazer.

Tivemos a “morte” de Rick, um cara que jamais pensei que sairia da série, talvez vender a morte dele tenha sido o maior pecado da temporada. Mas, deixar o seu melhor personagem na geladeira e usá-lo em derivados da série enquanto a trama principal caminha sem ele. Não sair definitivamente da zona de conforto seja a melhor opção.

Falando em não sair da zona de conforto… A Maggie está aí para provar que a série ousa com medo de ousar. Voltamos do hiato e tivemos uma lamentável explicação parecida com aquelas que usam com as crianças para explicar a ausência de um pai irresponsável: “Elas foi ali comprar cigarros e nunca mais voltou”. Sabemos que a personagem saiu da série por problemas externos, mas o medo da série de sair completamente da sua zona de conforto, a torna fraca.

Erros à parte, os acertos foram melhores. Os Sussurradores deram um nível surpreendente  série – é irônico, pois The Walking Dead é uma série de Zumbis, mas sempre teve humanos como os principais vilões, não que zumbis não sejam humanos, mas enfim… Ter humanos “vestidos” de zumbis foi a melhor sacada que Robert Kirkman teve, tanto nos quadrinhos quanto na série.

Os Sussurradores foram os vilões foram da caixinha da série, a exceção da saída da zona de conforto – “Ah, mas o Negan matou o Glenn e o Abraham”, o Glenn já havia morrido uma vez, mas não tiveram culhão para manter e na segunda vez acabou sendo mais uma morte, já o Abraham é o tipo de personagem que entra na história exatamente para morrer. E alguns episódios depois o Negan já tava amiguinho do Carl e você amava odiá-lo.

Já Os Sussurradores não! Eles são os tipos de vilão que você só quer odiá-los e pronto. Eles vão fazer os heróis sofrerem, os fãs sofrerem. Isso sim é uma ameaça e isso que faltava para The Walking Dead.

Tivemos mortes e mais mortes de vários personagens que pareciam intocáveis após a “saída” dos seus principais protagonistas, como foi o caso de Henry. Mas, não! The Walking Dead inovou, o penúltimo episódio parecia uma temporada de Game of Thrones. E por que será que Game of Thrones é uma das melhores séries da atualidade? – para não dizer a melhor.

Não foi um caminho perfeito, mas tivemos mais acertos do que erros, talvez deixar de lado o medo de arriscar tenha sido a melhor escolha para os produtores, roteiristas e diretores. Tocar nos intocáveis, matar os não “matáveis”, Arriscar! O que poderia dar errado para uma série que já vinha errada nas suas várias temporadas anteriores? Nada! Demorou, mas The Walking Dead aprendeu com isso, só resta saber se essa formula continuará nas próximas temporadas.

 

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