PRIMEIRAS IMPRESSÕES | SUPERGIRL – 4ª temporada

Particularmente não achei que sentiria necessidade em escrever um texto sobre o retorno de Supergirl, até porque temos que ser sinceros que a série vem sendo uma das mais fracas dentro do Arrowverse, mas após assistir o primeiro episódio da quarta temporada, acabei mudando de ideia.

A necessidade de mudança era iminente após a péssima terceira temporada apresentada. Muito dessa drástica perda de qualidade da série, vem da infeliz necessidade de apresentar, e insistir, em arcos de personagens pouco relevantes para a trama principal.

Aparentemente a CW percebeu o erro e começou a focar novamente no que realmente interessa. O primeiro episódio da quarta temporada mostra que a série vai continuar abordando assuntos importantes que infelizmente vem crescendo de forma lamentável ao redor do mundo, que são os casos de racismo e homofobia.

Acredito que o episódio em si tenha tido um impacto maior entre os americanos e brasileiros, já que a influência política vivida pelos países, recentemente nos Estados Unidos e atualmente no Brasil, acabou despertando o ódio de muitos membros da sociedade, mostrando a sua verdadeira face intolerante e desprezível. O que faz o episódio intitulado “American Alien”, se mostrar diferente da temporada anterior, é que dessa vez os assuntos “extremistas” serão abordados na trama principal, não em arcos paralelos apresentados por personagens pouco relevantes, que acabaram recebendo mais destaque do que a própria heroína.

Essa mudança pode ser notada desde o início do capítulo, aonde vimos a protagonista salvar diversas pessoas ao redor do mundo e ainda achar tempo para exercer sua função de jornalista, nesses quarenta e poucos minutos de episódio, podemos notar que a série voltou a ser da Supergirl.

Um fato que merece total destaque é a forma que a série apresentou essa onda de ódio a minoria. Usar os alienígenas como mensagem foi interessante, mesmo não sendo algo inovador, já que as HQs dos X-Men apresentou essa forma de protesto a décadas atrás. Essa forma de abordar o assunto deixa a trama natural e acaba fazendo com que a mensagem apresentada seja absorvida melhor pelo seu telespectador, do que algo extremista. Sem falar que temos a estreia de Nicole Maines, a atriz trans que viverá a primeira super-heroína trans da História da Televisão. Então a forma que os roteiristas e diretores da série escolheram para protestarem, foi magnífica.

Falando em novos personagens, também temos as estreias do Agente Liberdade (Sam Witwer), o fundador da Children of Liberty, uma organização que acredita que os seres humanos formam uma raça superior, rejeitando qualquer tipo de apoio aos alienígenas refugiados na Terra, e seus dois lacaios, Mercy (Rhona Mitra) e Otis (Robert Baker), velhos associados dos Luthor – acredito que o humor exagerado colocado no personagem de Robert Baker possa ser um problema nos futuros episódios.

Infelizmente outros problemas apresentados no retorno da série envolvem aqueles personagens que receberam destaques desnecessários anteriormente e a forma preguiçosa de resolvê-los. Como o arco do Guardião, seu processo criminal foi tão destacado no final da ultima temporada, acabou se resolvendo em poucos minutos. J’on J’onzz é um personagem extremamente forte, simplesmente resolveu não usar mais seus poderes.

Para finalizar, Supergirl tem um retorno promissor porque resolveu novamente destacar o que realmente importa na série, a heroína. A forma com que resolveu tratar os assuntos atuais se tornou um atrativo único entre a série do Arrowverse. Infelizmente a série ainda continua apresentando um efeito especial porco, mas acaba se tornando algo suportável desde que mantenha uma trama interessante.

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